segunda-feira, 1 de março de 2010

Trecho do livro - O Pequeno Príncipe



"Não soube compreender coisa alguma! Devia tê-la julgado pelos atos, não pelas palavras. Ela me perfumava, me iluminava... Não devia jamais ter fugido. Devia ter-lhe adivinhado a ternura sob os seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar."


Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010




Esqueça a data, esqueça os prazos que te dei,
O amor não tem data, nem hora marcada,
Não é uma consulta, nem uma conta.
É espera, doação, reciprocidade e principalmente cumplicidade.

Esqueça os conselhos das pessoas,
O amor, não é forçar a barra,
Você tem que sentir e querer.
Tem que desejar, pegar, arrepiar mas principalmente querer.

Enquanto existir a dúvida, a mim só resta te esperar ... ou não.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Para Igor

Neguinho, pra vc ouvir!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Chegou o Amor - Diogo Nogueira



Ela chegou no meu samba bonita de ver
Trazendo na pele o sol lá da beira do mar
Ela brilhou num sorriso que fez acender
A chama que um dia a tristeza tentou apagar

Vai, coração, seja o que Deus quiser
Mas que seja com essa mulher
No caminho que ele traçou

Vai, coração pro que der e vier
Segue firme, na paz e na fé
Bate forte, chegou o amor

Ela me deu água doce
Eu gostei de beber
Fazendo de um beijo
O desejo de se apaixonar

Ela tem muito de tudo
O que eu quero viver
E um pouco das coisas
Que podem me fazer chorar

Vai, coração seja o que Deus quiser
Mas que seja com essa mulher
No caminho que ele traçou

Vai, coração pro que der e vier
Segue firme na paz e na fé
Bate forte, chegou o amor

A distância é armadilha
E a saudade no peito que dá
Dor de amor não é brincadeira

Roda, gira e nessa roda
É que a gente vai se encontrar
Pra se amar a vida inteira

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Pois é


Pois é
Fica o dito e redito
Por não dito
É difícil dizer
Que inda é bonito
Cantar
O que me restou de ti

Taí
Nosso mais-que-perfeito
Está desfeito
E o que me parecia tão direito
Caiu desse jeito sem perdão

Então
Disfarçar minha dor
Já não consigo
Dizer que nós somos
Bons amigos
É muita mentira para mim

E enfim
Hoje na solidão ainda custo
A entender como o amor
Foi tão injusto
Pra quem só lhe foi
Dedicação
Pois é
E então....

(autor desconhecido)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Que você soubesse

Eu queria que você soubesse que minha cor preferida é roxo. Quer dizer, quase sempre é roxo. Mas às vezes é vermelho. Quando eu era pequena (criança no caso) perguntaram minha cor predileta e eu disse "roxo e vermelho". No quesito "cantora", respondi "Fafá de Belém". Mas nunca gostei dela, assim, de verdade. E tampouco consigo me desfazer dela.
Do fundo do meu coração eu gosto mesmo é da Elis Regina. E do Cazuza, da Bethânia, do Chico e de mais mil pessoas; muitas eu nem apertei a mão, mas não faz mal, porque o amor nem sempre precisa de formalidades do tipo "oi, muito prazer, meu nome é...". Eu amo sem olhar às vezes.
Queria que você soubesse que eu gosto muito de flores. Mas, de verdade, não sei cuidar delas. Tenho medo que morram de sede, ou de frio, ou afogadas, ou de insolação (agora que moro numa cidade que o sol é “torrante”). Não conheço a medida das coisas. Da terra. Do mundo, do tempo. E ainda assim as amo, eu posso amar o que desconheço, o mistério, as flores.
Outro dia me disseram que amar desse jeito é banalizar o amor. Mentira. Faz pouco do amor quem vive com régua, quem sonega o riso, quem não mata a bola no peito, quem desvia, quem se defende de ninharia, quem anda em linha reta.
É bom você saber disso, porque isso sou eu. Eu exagero. Engasgo, na maioria das vezes.
Queria que você soubesse. Antes de te dizer tchau. Porque há de ter alguém me esperando, só pra me dizer: "eu também", no lugar de: "eu talvez".

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

As palavras voltaram

Depois de doses homeopáticas de atenção; depois de trocas de carinho esmigalhadas; depois de ouvir aquele samba triste - e de gritar o samba, e de chorar o samba; depois de comer 18 paçoquinhas e ver que a amargura, tem dias, é troço sem conserto; depois de entupir o ouvido do Anjo da Guarda com prece; depois de 73 quase-melhoras, seguidas por 73 super-recaídas; depois de desgrudar da minha cabeça a foto que a gente nunca tirou; depois de ficar muda...chega. Haveria de recuperar o rebolado. Desfigurado é sujeito que não tem fé. E fé me sobra, que até distribuo ou troco por juízo do bom. As palavras estão voltando. As palavras, se não me foram fiéis, leais não deixaram de ser. As palavras estão voltando. E eu também. Porque um moço de palavra um dia disse que o silêncio precede o esporro. Ninguém me segura.