"Porque sais dos lugares onde eu entro, para em mim te encontrares sempre"
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Esqueça a data, esqueça os prazos que te dei, O amor não tem data, nem hora marcada, Não é uma consulta, nem uma conta. É espera, doação, reciprocidade e principalmente cumplicidade.
Esqueça os conselhos das pessoas, O amor, não é forçar a barra, Você tem que sentir e querer. Tem que desejar, pegar, arrepiar mas principalmente querer.
Enquanto existir a dúvida, a mim só resta te esperar ... ou não.
Ela chegou no meu samba bonita de ver Trazendo na pele o sol lá da beira do mar Ela brilhou num sorriso que fez acender A chama que um dia a tristeza tentou apagar
Vai, coração, seja o que Deus quiser Mas que seja com essa mulher No caminho que ele traçou
Vai, coração pro que der e vier Segue firme, na paz e na fé Bate forte, chegou o amor
Ela me deu água doce Eu gostei de beber Fazendo de um beijo O desejo de se apaixonar
Ela tem muito de tudo O que eu quero viver E um pouco das coisas Que podem me fazer chorar
Vai, coração seja o que Deus quiser Mas que seja com essa mulher No caminho que ele traçou
Vai, coração pro que der e vier Segue firme na paz e na fé Bate forte, chegou o amor
A distância é armadilha E a saudade no peito que dá Dor de amor não é brincadeira
Roda, gira e nessa roda É que a gente vai se encontrar Pra se amar a vida inteira
Eu queria que você soubesse que minha cor preferida é roxo. Quer dizer, quase sempre é roxo. Mas às vezes é vermelho. Quando eu era pequena (criança no caso) perguntaram minha cor predileta e eu disse "roxo e vermelho". No quesito "cantora", respondi "Fafá de Belém". Mas nunca gostei dela, assim, de verdade. E tampouco consigo me desfazer dela.
Do fundo do meu coração eu gosto mesmo é da Elis Regina. E do Cazuza, da Bethânia, do Chico e de mais mil pessoas; muitas eu nem apertei a mão, mas não faz mal, porque o amor nem sempre precisa de formalidades do tipo "oi, muito prazer, meu nome é...". Eu amo sem olhar às vezes.
Queria que você soubesse que eu gosto muito de flores. Mas, de verdade, não sei cuidar delas. Tenho medo que morram de sede, ou de frio, ou afogadas, ou de insolação (agora que moro numa cidade que o sol é “torrante”). Não conheço a medida das coisas. Da terra. Do mundo, do tempo. E ainda assim as amo, eu posso amar o que desconheço, o mistério, as flores.
Outro dia me disseram que amar desse jeito é banalizar o amor. Mentira. Faz pouco do amor quem vive com régua, quem sonega o riso, quem não mata a bola no peito, quem desvia, quem se defende de ninharia, quem anda em linha reta.
É bom você saber disso, porque isso sou eu. Eu exagero. Engasgo, na maioria das vezes.
Queria que você soubesse. Antes de te dizer tchau. Porque há de ter alguém me esperando, só pra me dizer: "eu também", no lugar de: "eu talvez".
Depois de doses homeopáticas de atenção; depois de trocas de carinho esmigalhadas; depois de ouvir aquele samba triste - e de gritar o samba, e de chorar o samba; depois de comer 18 paçoquinhas e ver que a amargura, tem dias, é troço sem conserto; depois de entupir o ouvido do Anjo da Guarda com prece; depois de 73 quase-melhoras, seguidas por 73 super-recaídas; depois de desgrudar da minha cabeça a foto que a gente nunca tirou; depois de ficar muda...chega. Haveria de recuperar o rebolado. Desfigurado é sujeito que não tem fé. E fé me sobra, que até distribuo ou troco por juízo do bom. As palavras estão voltando. As palavras, se não me foram fiéis, leais não deixaram de ser. As palavras estão voltando. E eu também. Porque um moço de palavra um dia disse que o silêncio precede o esporro. Ninguém me segura.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Angra I
Teu sono que eu levo na esportiva esse brinquedo de me deixar a sós com o mar interpretá-lo
como as confusas placas que vão brotando pela Avenida Brasil
por muito tempo indo estávamos voltando
- Visitando o Blog das 30 pessoas, me deparei com esse texto que me fez lembrar uma pessoa em especial -