quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como eu quero minhas noites

Como eu quero as minhas noites?
Quero que as noites não tenham mais competições
Que eu possa tomar minha bebida, conversar com os amigos
Quero que as noites sejam tranqüilas...
Que se possa dançar, cantar .... cantar pra ele me ouvir
Ouvir meu lamento, meu chamado, ouvir as mil canções que escrevo pra ele
Quero que ele toque pra mim
Que ele toque em mim
Quero poder sentar no colo, fazer carinho, roubar um beijo
Não precisam todas as noites ser assim...
Podem ser de amassos no carro
De mãos dadas na rua
De namoro escondido
De rodas de samba
De arroz com ovo ou de danoninho
Mas no final da noite...
Ahhhh... no final da noite... que ele seja meu!

(Hayla Menares - 20:15 - depois de um belo banho, desabafos da noite anterior!)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

EVENTO NO ESPAÇO CULTURAL

LEMBRANDO A TODOS QUE HOJE ÀS 19:00 horas NO ESPAÇO CULTURAL
HOMENAGEM AO DIA NACIONAL DO CHORO
4 BANDAS COM O MELHOR DO CHORINHO

23 de Abril - Dia do Choro

Olá pessoal, aqui estou mais uma vez tentando alimentar a cultura de meus amigos e leitores. Hoje porém é a vez do Chorinho. Li algumas coisas na internet e resolvi fazer um resuminho, até porque descobri várias coisas que não sabia e algumas curiosidades sobre o tema. Espero que gostem e quem puder e quiser pode enviar comentários, curiosidades, sugestões e até mesmo críticas para incrementar o texto. Bom, aí vai a história do Choro, espero que gostem e que alimentem a alma, mas acima de tudo que comecem a ouvir e curtir esse som que faz a história do nosso país.


23 de Abril - Dia Nacional do Choro.

Em agosto de 2000 foi aprovado um projeto de lei do senador Artur da Távola instituindo o dia 23 de Abril como o Dia Nacional do Choro. A data foi criada oficialmente no dia 4 de Setembro de 2000, quando foi sancionada a lei originada por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello. Foi escolhida em homenagem ao nascimento de uns dos percussores do choro e principal figura do cenário musical brasileiro Pixinguinha. Na sua certidão de nascimento o ano é 1887, portanto hoje ele estaria comemorando 112 anos. E uma curiosidade é que nessa mesma data se comemora o dia de S. Jorge

O Choro.

Com mais de 130 anos de existência , o choro entra na música brasileira em meados do século 19. Os conjuntos são chamados de regionais e os músicos de chorões. Os conjuntos são geralmente formados por um ou mais instrumentos de solo, como flauta, bandolim e cavaquinho, que executam a melodia, o cavaquinho faz o centro do ritmo e um ou mais violões e o violão de 7 cordas formam a base do conjunto, além do pandeiro como marcador de ritmo. Traz como destaque Anacleto de Medeiros, Ernesto Nazareth e a grande Chiquinha Gonzaga. No início era uma mescla da música africana e européia e considerada uma forma abrasileirada de se tocar os ritmos estrangeiros. Os músicos na sua maioria eram funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis. Segundo José Ramos Tinhorão “O termo choro resulta dos sons plangentes, graves (baixaria) das modulações que os violonistas exercitavam a partir das passagens de polcas que lhes transmitiam os cavaquinistas, que induziam a uma sensação de melancolia.”

Os Choros mais famosos são:
  • Tico-tico no Fubá - Zequinha de Abreu
  • Carinhoso - Pixinguinha
  • Noites Cariocas - Jacob do Bandolim
  • Brasileirinho - Waldir de Azevedo
  • O Violão e a Flor - Toninho Ramos
Pixinguinha:

Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Brasileira, a mãe de Pixinguinha se casou 2 vezes e teve 14 filhos. Alguns seguiram carreira musical e assim levaram Pixinguinha. Os irmãos Léo e Henrique o ensinaram a tocar cavaquinho e em pouco tempo já estava acompanhando os pais em bailes. Em 1908 compôs a primeira música: “Lata de Leite”. Em 1911 começou no carnaval como integrante da orquestra do grupo carnavalesco Filhas da Jandira. O apelido veio de uma prima que o chamava carinhosamente de Pizindim ou Pizinguim, que significa “menino bom”. Outra explicação é que o apelido viria de “Bixiguinha” pois quando era pequeno teve o rosto marcado pela varíola, e no final das contas se tornou Pixinguinha. Durante sua trajetória Pixinguinha recebeu mais de 40 troféus e fez do Chorinho um gênero da música popular, mas infelizmente morreu na pobreza.

Curiosidades:
O Dia Estadual do Choro em São Paulo, a partir de 2009, o dia 28 de Junho passará a ser conhecido como o Dia Estadual do Choro. A homenagem foi oficializada nesta quarta-feira, dia 11/03/09 com a publicação no Diário Oficial do Estado, da Lei 13447/09, de iniciativa do deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Nessa data, comemora-se o aniversário do "Garoto", nome artístico do histórico instrumentista brasileiro Aníbal Augusto Sardinha.

(por Hayla Menares)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

(autora desconhecida)

Sou assim
Duas de mim
Às vezes três
Quatro... cinco... seis
Sou uma por mês.

Me diversifico
Tem horas que grito
Vivo num conflito
Mostro ao mundo minha dor
Outras horas, só sei falar de amor

A mais romântica
Melodramática
Estática
Chorosa e nervosa
Carente e decadente
Vingativa e inconseqüente

Aí quando menos me percebo
Me transformo em mulher cheia de medo
Cheia de reservas
Coberta de sutilezas
Séria e sem defesa

No minuto seguinte
No papel de mulher fatal
Viro logo a tal
Aí sou dona do mundo
Segura e destemida
Altiva e atrevida.

Rasgo meus segredos ao meio
E exponho num roteiro
De poesia ou texto
Agrido, inflamo

Conto o que ninguém tem coragem de contar
Explico detalhes que é bom nem lembrar
Sou assim
Várias de mim

Sorriso por fora
Angústia toda hora
Por dentro um tormento
No rosto nenhum sofrimento
No corpo uma explosão de prazer
Nos olhos, meu desejo deixo perceber

Melhor nem me conhecer
Fique com minhas letras
Com as minhas palavras
Na vida real sou bem mais complicada

Sou mil
E quem tentou, descobriu
Que viver ao meu lado
É viver dentro de um campo minado
Prestes a explodir
Mas quem esteve nele
Nunca quis fugir

quinta-feira, 26 de março de 2009

Para o Filho de Oxóssi


Começou sem perspectivas, sem intenção, numa simples ajuda na procura de um amigo...
Logo depois as conversas e a descoberta de afinidades...
E a certeza de que de alguma maneira ou em alguma “vida passada” já nos conhecemos.
Um belo dia (ou noite) um sonho, seguido da ansiedade de encontrar logo.
Eita Imaginação que voa longe!!!
E a cada dia cresce um pouco o sentimento... a vontade de conversar, o desejo de encontrar logo e de dar “aquele” abraço, sentir o cheiro e ouvir a voz.
Matar a curiosidade dos 5 sentidos.
Conhecer a força e o swing do “Filho do homem de uma flecha só” e todos os seus misticismos.
Mas a hora certa vai chegar (espero que logo, até adiantei o relógio).
Enquanto isso, vou vivendo um dia de cada vez, seguindo no compasso de um “samba arrastado” cuidando do meu jardim pra hora que você chegar.
(Por Hayla Menares)

Homem-Menino

Meu Homem-menino,
Mais menino que homem realmente... muito mais
Outro dia me lembrei de você falando como criança ao pé do meu ouvido e tive saudade disso, saudade assim como tenho de várias outras coisas.
Do seu jeito sem graça quando te dou bronca ou te chamo pra uma conversa séria, da troca de olhares em um “breque” atravessado, do seu jeito marrento, do menino carente que com um olhar me faz entender que precisa de colo.
É..... pena que esse menino não cresce nunca, e ainda tenha medo de mostrar os sentimentos para as pessoas certas.... se perde por qualquer corpo que aparece, machuca sem motivos, e brinca comigo como se fosse seu brinquedo favorito.
Menino... brinquedos não duram pra sempre
E a vida não é um conto de fadas, como a mamãe conta pra você antes de dormir.
Por isso Cresça e “se” Crie, “se” Reinvente, porque esse personagem que você criou já está muito clichê e cansativo!

(por Hayla Menares)

sábado, 22 de novembro de 2008

Tus Pies por Pablo Neruda

Tus Pies

Cuando no puedo mirar tu cara
miro tus pies.

Tus pies de hueso arqueado,
tus pequeños pies duros.

Yo sé que te sostienen,
y que tu dulce peso sobre ellos se levanta.

Tu cintura y tus pechos,
la duplicada púrpura de tus pezones,
la caja de tus ojos que recién han volado,
tu ancha boca de fruta,
tu cabellera roja, pequeña torre mía.

Pero no amo tus pies
sino porque anduvieron sobre la tierra
y sobre el viento
y sobre el agua,
hasta que me encontraron.
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Teus Pés

Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,

Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram vôo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem.